Independências Colônias na América (apr 1, 1808 – jun 1, 1829)
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1. Influência das ideias iluministas
As ideias de liberdade, igualdade jurídica e soberania popular, vindas da Europa, ganharam força entre elites e setores médios urbanos da América.
Autores como John Locke, Rousseau e Montesquieu inspiraram líderes criollos a questionar a legitimidade do domínio espanhol.
2. Crise da monarquia espanhola (Invasão napoleônica - 1808)
A invasão da Espanha por Napoleão Bonaparte e a prisão do rei Fernando VII deixaram um vácuo de poder nas colônias.
Isso incentivou a formação de Juntas de Governo locais, alegando fidelidade ao rei ausente, mas abrindo espaço para a emancipação.
3. Inspiração nas Revoluções do século XVIII
A Revolução Americana (1776) e a Revolução Francesa (1789) serviram de modelo para os líderes independentistas.
Também influenciaram o conceito de autodeterminação dos povos e estimularam o republicanismo.
4. Insatisfação dos criollos (elite colonial nascida na América)
Os criollos eram discriminados no acesso a cargos públicos, dominados pelos peninsulares (nascidos na Espanha).
Essa exclusão gerou ressentimento entre a elite americana, que passou a liderar os movimentos de independência.
5. Pressões econômicas e o pacto colonial
O sistema colonial limitava o comércio das colônias apenas com a metrópole, prejudicando os interesses das elites locais.
A abertura comercial e o livre-comércio tornaram-se bandeiras das elites americanas.
6. Desorganização e enfraquecimento do Império Espanhol
A Espanha estava militar e economicamente fragilizada por guerras externas (como as Guerras Napoleônicas) e internas.
Isso reduziu sua capacidade de manter o controle militar e político sobre a América.
7. Ação de líderes militares e políticos locais
Surgimento de figuras como Simón Bolívar, José de San Martín, Bernardo O’Higgins, Francisco de Miranda, que lideraram campanhas militares por toda a América do Sul.
Esses líderes foram decisivos na organização dos exércitos e na mobilização popular.
8. Apoio ou neutralidade das potências estrangeiras
A Inglaterra, interessada em abrir mercados na América, apoiou ou tolerou as independências.
Os Estados Unidos, recém-independentes, também foram referência simbólica e aliados ideológicos.
A Doutrina Monroe (1823) consolidou a ideia de afastar a Europa do continente americano.
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