aug 5, 1942 - BR na II GM
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A entrada do Brasil no conflito
O Brasil inicialmente manteve neutralidade diante da guerra iniciada em 1939.
A adesão à causa aliada foi reforçada após a III Reunião de Chanceleres Americanos (Rio, jan. 1942), onde o Brasil rompeu relações diplomáticas com o Eixo (Alemanha, Itália e Japão).
Em agosto de 1942, após o afundamento de 31 navios mercantes brasileiros por submarinos alemães e italianos, o Brasil declarou guerra à Alemanha e à Itália (22/08/1942), sob liderança do chanceler Oswaldo Aranha.
2. Justificativas geopolíticas e diplomáticas
A posição estratégica do saliente nordestino (Natal–Dacar) era vital para o tráfego aéreo e naval aliado.
O Brasil estabeleceu acordo militar com os EUA em 23 de maio de 1942, resultando em:
Bases aéreas em Natal, Recife, Belém, Fortaleza;
Quartel-General da 4ª Esquadra da Marinha dos EUA em Recife;
Estreitamento das relações militares com os EUA via Comissões Mistas de Defesa (RJ e Washington).
3. Mobilização militar e defesa do litoral
Criado o Teatro de Operações do Nordeste, com:
Exército: de 6.000 → 50.000 homens, sob comando de Gen. Estevão Leitão de Carvalho;
Marinha: fortaleceu bases e combateu a guerra submarina;
Aeronáutica: ampliou infraestrutura e patrulhamento aéreo.
O Brasil sofreu grandes perdas navais e humanas: 31 navios mercantes afundados e milhares de mortes.
4. A Força Expedicionária Brasileira (FEB)
Comandada pelo Gen. João Baptista Mascarenhas de Moraes, enviada ao Teatro de Operações do Mediterrâneo (Itália).
Composição: 25.334 homens, 1 Divisão de Infantaria, elementos de apoio (logística, saúde, intendência, ligação, justiça, etc.).
Incorporada ao V Exército norte-americano (Gen. Mark Clark), no IV Corpo de Exército (Gen. Willis Crittenberger).
Participação entre set. 1944 e maio 1945.
Principais batalhas:
Monte Castelo, La Serra, Castelnuovo, Montese, Collechio, Fornovo di Taro.
Resultados operacionais:
400 km percorridos em combate;
Mais de 20 mil prisioneiros capturados;
2.000 baixas brasileiras entre mortos, feridos e desaparecidos.
5. A Força Aérea Brasileira no Mediterrâneo
1º Grupo de Aviação de Caça ("Senta a Pua"), sob comando de Maj. Nero Moura.
1ª Esquadrilha de Ligação e Observação, sob comando de Cap. João Belloc.
Integrados ao 350th Fighter Group (USAAF).
Resultados (abril 1945):
5% das saídas do XXII Comando Aerotático;
15% dos veículos inimigos destruídos;
28% das pontes destruídas;
85% dos depósitos de munição danificados.
Perdas:
22 baixas entre 48 pilotos (5 mortos em combate, 8 abatidos e capturados, 6 afastados, 3 mortos em acidentes).
6. Legado e reconhecimento
O Gen. Mark Clark destacou a disciplina e a capacidade da FEB:
“A FEB refletiu as altas qualidades da nação brasileira”.
O Gen. Crittenberger, do IV Corpo, afirmou:
“Combatestes brava e valentemente [...] cumpristes integralmente a missão para a qual o povo brasileiro vos enviou”.
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