apr 18, 1955 - Conferência de Bandung
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(II GM) Desde então, as sociedades africanas e asiáticas não mais aceitaram a dominação do colonialismo, e nem do neocolonialismo, por meio de práticas econômicas imperialistas. Os movimentos nacionalistas, com forte mobilização das populações, eclodiram em praticamente todo o continente africano e fizeram nascer os chamados países não-alinhados, ou de terceiro mundo, que não aderiram às convencionais disputas das nações europeias, nem ao mundo bipolar do pós-guerra.
Na tentativa de se livrar do vínculo histórico, vinte e nove países africanos e asiáticos, recém independentes, se reuniram na Conferência de Bandung (1955), na Indonésia, dando início ao Movimento dos Países Não-alinhados. Nesta ocasião, foram estabelecidas as bases para o apoio à autodeterminação dos povos africanos e para a condenação do colonialismo e da segregação racial, na busca de alternativas para as novas nações em surgimento
A Conferência de Bandung, realizada entre 18 e 24 de abril de 1955, na cidade de Bandung, na Indonésia, foi um marco nas relações internacionais do pós-Segunda Guerra Mundial. Reuniu 29 países da Ásia e da África recém-independentes ou em processo de descolonização, representando mais da metade da população mundial na época.
Objetivos principais:
Promover a solidariedade afro-asiática;
Defender o direito à autodeterminação e a luta contra o colonialismo;
Evitar o alinhamento automático com os blocos da Guerra Fria (EUA x URSS);
Apoiar o desenvolvimento econômico e tecnológico independente;
Estabelecer os princípios de convivência pacífica entre as nações.
Participantes:
Entre os organizadores: Indonésia, Índia, Egito, Gana, Iugoslávia (por convite especial), China (representada pela República Popular, não por Taiwan);
Líderes proeminentes:
Jawaharlal Nehru (Índia),
Gamal Abdel Nasser (Egito),
Sukarno (Indonésia),
Zhou Enlai (China).
Princípios de Bandung (baseados nos "Cinco Princípios da Coexistência Pacífica"):
Respeito pela soberania e integridade territorial;
Não agressão;
Não intervenção nos assuntos internos;
Igualdade e benefício mútuo;
Coexistência pacífica.
Impactos:
Foi o embrião do Movimento dos Países Não Alinhados, fundado oficialmente em 1961.
Reforçou o protagonismo do Sul Global e o desejo de autonomia frente às superpotências.
Contribuiu para a articulação de pautas como anticolonialismo, desarmamento e desenvolvimento econômico soberano.
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