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May 31, 2026
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FAQ

mar 1, 1909 - Questão da Cisplatina

Description:

Quando foi proclamada a Independência, as tropas brasileiras sofreram uma cisão na região da Cisplatina, a favor ou contra D. Pedro e a Independência. As tropas fiéis ao imperador conseguiram vencer os uruguaios. Em 1825, um grupo de guerrilheiros uruguaios comandado pelo general Lavalleja, "LOS TREINTA Y TRES", desembarcou na província de Cisplatina. Com apoio popular, proclamou a separação da Cisplatina e sua incorporação às Províncias Unidas do Rio da Prata (atual Argentina). Estava declarada a guerra entre o Brasil e as Províncias Unidas. Em 27 de agosto de 1828, o governo de D. Pedro I, levado pelos problemas econômicos causados pela guerra e pelas pressões da Inglaterra e da França, aceitou a Independência da Cisplatina. A Argentina desistiu da posse do território uruguaio. Nascia a República Oriental do Uruguai. Mas como o Tratado definitivo não foi assinado, as fronteiras permaneceram indefinidas. Durante catorze anos, o Império brasileiro esteve envolvido em lutas contra o Uruguai e a Argentina para defender a livre navegação pelo Rio da Prata, o caminho mais utilizado na época para atingir a Província do Mato Grosso. Os uruguaios, chefiados por Manuel Oribe, mantinham em sobressalto os habitantes do Rio Grande do Sul, pois atravessavam a fronteira, realizando saques e pilhagens. A Inglaterra foi a mediadora e obteve algumas vantagens como o livre comércio no estuário platino. A guerra da Cisplatina desestabilizou o governo de D. Pedro I. A morte de muitos soldados das forças imperiais e os imensos recursos gastos para contratar na Europa tropas mercenárias de irlandeses e alemães provocaram grande insatisfação entre os brasileiros que, em sua maioria, passaram a apoiar a independência uruguaia. Essa guerra também aumentou a desconfiança que as repúblicas americanas nutriam em relação à política expansionista do Brasil. Terminada a 1ª fase da Guerra, brasileiros e representantes uruguaios subscreveram quatro tratados, em 1851, que iriam ter muita importância nos acontecimentos políticos do Prata. Por eles: (1) confirmava-se a fronteira assegurada pelo uti possidetis, de 1812; (2) o Império mantinha a navegação exclusiva da Lagoa Mirim e do Rio Jaguarão; (3) o Brasil prometia amparar a independência da República do Uruguai e as suas instituições, mesmo à força das armas; e (4) as dívidas contraídas seriam pagas. A fronteira permaneceu inalterada até 1909, quando o Barão de Rio Branco promoveu a cessão ao Uruguai da exclusividade da navegação da Lagoa Mirim e o Rio Jaguarão, estabelecendo o regime de condomínio.

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Date:

mar 1, 1909
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