mar 2, 1932 - Código Eleitoral
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O Código Eleitoral Brasileiro publicado na Era Vargas foi o primeiro código eleitoral da história do Brasil, instituído pelo Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, durante o Governo Provisório de Getúlio Vargas. Ele marcou uma ruptura com o sistema político da República Velha e representou um dos mais importantes avanços institucionais da história eleitoral brasileira. A seguir, explico os principais pontos:
Contexto Histórico
Após a Revolução de 1930, Getúlio Vargas assumiu o poder com a promessa de moralizar e modernizar a vida política nacional.
A velha política dos coronéis e da fraude eleitoral sistemática (voto de cabresto, apuração manipulada) era um dos principais alvos de críticas.
Em resposta às pressões por reformas políticas, principalmente da classe média urbana e dos tenentes, foi publicado o novo código.
Principais Inovações do Código Eleitoral de 1932
Criação da Justiça Eleitoral
Foi instituída a Justiça Eleitoral como um órgão independente e com atribuições específicas para organizar e fiscalizar eleições.
A criação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) garantiu maior imparcialidade ao processo.
Introdução do Voto Secreto
Antes de 1932, o voto era aberto (a descoberto), permitindo controle e coerção dos eleitores.
O voto secreto foi uma das maiores conquistas democráticas da época, reduzindo a influência dos coronéis.
Reconhecimento do Voto Feminino
Mulheres conquistaram o direito de votar e ser votadas, uma inovação histórica.
A professora Celina Guimarães Viana, em 1927 (RN), havia sido a primeira a votar, mas a nacionalização só ocorreu com o Código de 1932.
Criação do Alistamento Eleitoral
O processo de alistamento obrigatório passou a ser centralizado e organizado pela Justiça Eleitoral.
Regulamentação das Eleições Proporcionais
Foram introduzidas as regras para a eleição proporcional para a Câmara dos Deputados, garantindo melhor representação partidária.
Importância do Código Eleitoral de 1932
Foi um marco da transição da política oligárquica para uma democracia mais moderna.
Consolidou a intervenção estatal na organização do processo eleitoral.
Serviu de base para os Códigos posteriores, como o de 1935 (durou pouco, devido ao golpe do Estado Novo) e o atual, de 1965 (ainda em vigor com muitas alterações).
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